domingo, 7 de fevereiro de 2010

A garagem de novo

depois de ter feito a redução de 54W para 16W na iluminação da garagem (http://ecocasa3.blogspot.com/2009/01/garagem.html) eis mais uma redução.

Um destes dias decidi testar se estava capaz de conduzir (não esquecer que estou a recuperar de uma operação delicada em que foi necessário fazer um corte do abdómen até ao peito, cerca de 50 pontos +  um corte de 15 pontos na virilha para retirar uma artéria para substituição), então fiz-me à estrada até Torres Vedras (acho que nunca andei tão devagar durante tanto tempo, fiz o percurso todo sem passar dos 50 Km / hora) chegado a Torres e porque tinha como intenção ir ao AKI, decidi passar antes numa loja de chinês onde já tenho comprado algumas lâmpadas de baixo consumo que se tem revelado bastante eficientes (as primeiras lâmpadas de baixo consumo que tive, ainda não se falava tanto em usá-las, foram compradas numa loja de chinês à cerca de 10 anos atrás já eram a 6000K, branco mais branco não há, e ainda funcionam).

Chegado à loja deparei com uma novidade isto (já sabia que existia mas a custos muito elevados cerca de 17 € cada lâmpada, no AKI) :

Lâmpadas de encaixe E27 com 30 leds de alta potência (10mm) e a gastar só 2W cada (apesar do casquilho dizer 5W)

A 6 € cada levei logo umas quatro para testar e onde melhor para testar senão na garagem, ora vejamos as vantagens em relação às economizadoras fluorescentes:

podemos pegá-las pela cabeça que não fundem

podem cair ao chão ou bater em qualquer coisa que não se partem (testado de uma altura de 1m)

a durabilidade é a mesma 8000h (pelo menos anunciada)

ao ligar atingem logo o máximo de luminosidade ao contrário das economizadoras fluorescentes que precisam de cerca de 1 minuto para atingirem o máximo de luminosidade

só gastam 2W (esta é a melhor parte)

em termos e luminosidade (medido em Lumen/m2), aqui fica a comparação:

uma lâmpada economizadora fluorescente de 30W que equivale a 150W de uma incandescente atinge os 330 Lumen

as que tinha antes na garagem de 11W atingem os 47 Lumen 

as de 30 leds a 2W tem um resultado curioso atingem os 47 Lumen mas apenas para os lados porque não tem leds por baixo e ai mesmo por baixo só atingem os 30 Lumen (sempre medido a 1metro de distância), vou tentar compensar isto colocando uma espécie de cúpula em torno da lâmpada para tentar direccionar e aumentar a luminosidade 

como se pode verificar pelas fotos perde muita luminosidade para cima  e lados e reflecte pouco para baixo:


no entanto considerando o espaço onde apliquei estas lâmpadas, onde praticamente só preciso de luz de presença acho que o resultado foi muito positivo considerando que passei de uns míseros 16 W para uns ainda mais míseros 8W (sem perder quase luminosidade), após isto acho que só consigo melhor se colocar velas :) e teria que ser eu a fabricá-las :)

Só a título de curiosidade caso queiram saber como medi a luminosidade aqui fica a foto do Luximetro que comprei à cerca de 1 ano quando comecei a ter dúvidas sobre a potência de luminosidade das economizadoras:


 

Claro que não há nada como a luz do dia só para terem uma ideia (aqueles que não sabem como estas coisas funcionam) hoje por exemplo está céu nublado e quase a chover e estão uns fantásticos 4500 Lumen

Até breve

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Continuação de redução de consumo na cozinha

Desta feita e considerando que agora que estou de baixa sem poder fazer esforços, só me restou testar algo que não implicasse esforço físico e que também já me intrigava à algum tempo, como poderia substituir as mini-fluorescentes que tinha por baixo dos armários da cozinha?

Já à uns tempos atrás tinha mandado vir da China umas tiras de Leds para criar o efeito Daylight no meu carro (ficou mais bonito do que os Audi ou Mercedes), vejam:


depois de ter visto o post do amigo Carlos Martins (também aficionado em matéria de poupança de energia) aqui http://aminhaalegrecasinha.com/2010/01/fitas-led.html, segui o seu conselho e mandei vir uma tira dessas que ficou por cerca de 50 € já com portes incluídos (em termos de material de  iluminação não tenho tido problemas de alfândega), demorou cerca de 15 dias a chegar e hoje testei a coisa, aqui ficam os resultados.

Descrição do desenho: 
ambas as figuras representam o armário onde foi feito o teste, na imagem de cima os traços pretos são a localização das duas fluorescentes que tinha (2 x 20W) , na imagem de baixo a linha a preto representa a fita de 100 leds que consome 24 W



Logo à primeira impressão o resultado já era bom pois tinha reduzido de 40W para 24W o consumo, deixava de ter encaixes e calhas de fios "manhosos" por debaixo os armários passando apenas a ter a fita de leds que oferecia a vantagem de não aquecer. Mas foi só quando liguei as duas hipóteses e comparei é que fiquei realmente surpreendido, ora vejamos:



agora falta-me poder estar em melhor forma física para poder ir comprar uns perfis de canto em alumínio para depois colar a fita e leds e poder obter ainda mais luminosidade e bem direccionada, em breve colocarei por aqui o resultado

Em resposta ao amigo codedmind aqui fica uma foto do transformador usado (é o que uso sempre para testes)



mas penso que um transformador convencional para 12 volts serve (atenção aos consumos que os mesmos fazem), estou a pensar comprar este http://www.mauser.pt/catalog/product_info.php?cPath=23_66&products_id=54798 porque assim dava para duas tiras de leds, em breve novidades. 

ATENÇÃO qualquer um dos lados da tira de leds serve para ligar corrente,mas a ponta que sobra deve ficar em pontas mesmo (devidamente protegidas claro) não fechem o circuito, porque a tira já tem o circuito feito internamente, não precisam de juntar as pontas na parte final.

domingo, 31 de janeiro de 2010

O isolamento 1ª fase (o sótão)

Já à algum tempo que queria avançar com esta ideia, mas como todas as minhas ideias geralmente implicam gastos, tive que aguardar pelo momento oportuno, andei a pesquisar e obter informações em fóruns da especialidade (leia-se fóruns de ecologia e eficiência energética) e decidi avançar, sendo que numa primeira fase fui saber de orçamentos e materiais.

Depois de muito pesquisar tudo apontava para uma solução: POLIURETANO

no meu caso resolveria dois problemas: 


1º o isolamento do sótão


2º o isolamento das paredes exteriores da casa.


Porquê? (Poderão perguntar vocês)


Porque o construtor não se preocupou com isso, o lema geral de quase todos os construtores é muito parecido com aquele ditado: "Olhos que não veem, coração que não sente", ou seja tudo o que estiver fora da vista do comprador poderá ficar esquecido, como foi o meu caso, mais uma lição quando está a comprar verifique bem tudo por vezes a diferença de 5.000 € de uma casa para outra pode estar exactamente nestes pequenos pormenores que mais tarde se revelam grandes problemas.


A casa tem de facto parede dupla com caixa de ar, mas sem qualquer tipo de isolamento (Wallmate, cortiça ou mesmo esferovite), outro problema era o do sótão, apesar do construtor ter mostrado boa vontade em isolá-lo, não o fez da forma correcta pois aplicou Lã de Rocha.


Depois de me informar passo a dar-vos conhecimento - A LÃ DE ROCHA É APENAS UM ISOLANTE ACÚSTICO! - a Lã de Rocha colocada na placa no sótão desempenha a função de uma esponja ou seja quando cai muita humidade nas telhas esta absorve tudo, por sua vez a "respiração" da casa que sobe para a placa também é absorvida pela Lã de Rocha (uma autêntica porcaria) além de que deita um cheiro muito desagradável e quando temos que aceder ao telhado ou reparar alguma coisa no sótão caminhamos sobre um material que liberta um pó extremamente alérgico que entra pelos poros da pele e dá uma comichão danada.

Assim aqui começa a minha história:


em Setembro de 2009 contactei com uma pessoa conhecida que por acaso mora a cerca de 1Km da minha casa e cuja família já conheço à alguns anos, sabendo que este trabalhava com estes materiais, pareceu-me uma excelente escolha pois iria dar trabalho a alguém da terra, mas a coisa complicou-se quando o Sr. Filipe da NJS - Técnicas de Isolamento, Lda, me foi consecutivamente descartando para depois (relembro que o jovem mora a 1Km da minha casa e sempre o coloquei à vontade para inclusivamente ver a casa à noite e fins-de-semana), num dos últimos contactos que tive com tal personagem já nem me atendeu o telefone falei com o comercial Sr. Drumond, que pelos vistos estaria tão interessado no assunto como o patrão, lição tirada, esqueci esta malfadada empresa (não parece precisar de clientes).


pesquisei na internet por quem trabalhasse com Poliuretano, encontrei duas empresas uma na Caldas da Rainha outra no Milharado (ambas distantes de mim, mas era melhor que nada). Fiz um sorteio e a sorte recaiu sobre o empresa do Milharado que após um breve telefonema se prontificou a vir fazer uma visita no Sábado seguinte (achei muito fruta), a surpresa é que veio e chegou exactamente à hora marcada, feita a vistoria o Sr. João Gonçalves disse-me que para isolar todas as paredes da casa e considerando que a caixa tinha cerca de 10cm de espessura o valor rondaria os 2.500 € , o sótão seriam cerca de + 600 € (não me surpreendeu), aconselhou-me ainda a fazer a aplicação  nas paredes antes do inicio dos meses mais frios ou então só em Maio para que as paredes secassem bem, ficou então acordado que lhe ligaria em principio em Abril para agendar-mos a obra, sendo que ele disse que precisaria apenas de cerca de 3 dias de aviso para poder cumprir (pareceu-me tudo muito bem), explicou-me o processo, que seriam feitos a cada metro de parede 3 furos  ao alto e como é que seria aplicado, o pequeno senão foi quando me disse não dispor de andaimes que teria que ser eu a alugá-los e que teriam que estar já montados aquando da sua chegada, ora isso já não me pareceu muito bem, então eu é que teria de ir contratar alguém para montar os andaimes? 

Bem, a coisa ficou por ali e deixei o barco andar, até porque sempre tive bom stock de madeira que apanho nos pinhais em redor (apenas os pinheiros tombados), tenho também quem me ofereça lenha e ainda existem também os montes de desperdício das obras  e montes de entulho em redor que rendem sempre algo de bom, apesar do mal que fazem como podem ver neste meu post http://ecocasa3.blogspot.com/2009/03/lenha-parte-1.html. 

No entanto, chegados a Dezembro e com a vaga de frio que se fez sentir, não aguentei porque por mais lenha que queimasse e por mais temperatura que conseguisse atingir dentro de casa, a meio da noite já estava frio de novo (porque a placa deixava fugir o calor), por exemplo a sala ficava a 23  à noite e de manhã já estava nuns simpáticos 11º (irra que frio!)

Determinado a arranjar uma solução, ainda que provisória, comecei então por comprar no AKI placas de esferovite de 1m x 0,5m com 1,5cm de espessura para forrar o sótão todo o que atingiu a módica quantia e 240 € (cerca de 240 placas) porque o AKI tinha-as em promoção (sei hoje que poderia ter comprado muito mais barato numa fábrica mesmo, fica a lição para uma próxima), este era um processo que teria que fazer quando um dia quisesse forrar as telhas com poliuretano (o produto não pode ser aplicado directamente nas telhas senão ao expandir levanta-as).

depois de ter colocado as placas no sótão faltava perceber onde e como iria fixá-las,:




ONDE? 
agarradas às ripas de cimento que estão entre as vigas
(para quem não conheço o termo segue a imagem com setas a assinalar as respectivas ripas):

 
 
COMO?
inicialmente tentei com silicone (resultava mas tornava-se dispendioso), depois tentei a cola quente (resultava parcialmente porque dependia muito do tipo de cola que poderia ou não aderir ao cimento e tinha que estar sempre a controlar a temperatura da pistola de cola senão ao aplicá-la fazia furos no esferovite), por fim encontrei uma coisa "baratinha" que desempenhou bem a função - Mastik de fixação (a 1€ cada carga no AKI):

 

para preencher algumas falhas e frestas comprei também espuma de poliuretano em lata (a marca que está na foto é boa, também do AKI e também "baratinha")

decidi então pôr mãos à obra:

1º retirar toda a lã de rocha
tarefa que revelou não ser tão fácil como parecia porque estava húmida, cheirava mal e desfazia-se quando lhe tentava pegar:


parei de imediato e optei por arranjar outra forma de pelo menos proteger os quartos nas laterais onde o telhado é mais baixo e onde seria por agora mais complexo aplicar o esferovite, dirigi-me ao estaleiro de materiais de construção que tenho perto de casa (aqui na província tudo é perto, felizmente) - http://www.albino-miranda.artelecom.pt/, onde fui comprar Wallmate 3cm (para o efeito servia porque na verdade para sotão deve ser usado Roofmate), quando lá cheguei fui atendido por um dos filhos do proprietário (e agora vem a parte impressionante), contei-lhe as minhas peripécias de tentativa de contratação da NJS e posteriormente do Sr. João do Milharado ao que este me diz que conhece um rapaz que é de Santa Cruz e já trabalha com poliuretano há muito tempo, deu-me o contacto e perguntou-me se queria levar o Wallmate na mesma (eu perante a honestidade e prestação do rapaz, não fui capaz de sair de lá sem gastar o dinheiro, até porque não sabia que pessoa era aquela de quem ele me tinha dado o contacto apenas que se chamava João), levei apenas um pacote de (14  placas de 2,60m x 0,60m) por 70 €:

cá estão elas já no sótão:

 comecei a aplicá-las por cima da Lã de Rocha

 
as placas tem um perfil que permite encaixar umas nas outras, onde encontrava o final das vigas, fazia o desenho com marcador e depois recortava com o Tic-tic, ficou um "trabalhinho" à maneira que logo na primeira noite se revelou compensador, no entanto teria mesmo que retirar a Lã de Rocha porque agora esta não respirava de forma nenhuma e seria uma questão de tempo até ter o tecto do quarto repleto de bolor

 

 Mas determinado a explorar ainda mais o poliuretano decidi contactar com o Sr. João de Santa Cruz, este prontificou-se a vir durante a tarde e quando aparece fiquei surpreso, porque era um amigo dos tempos em que trabalhei no bar Cais da Azenha, trocados cumprimentos avançamos para vistoria, ele viu o sótão e disse-me logo que o trabalho era coisa rápida (cerca de 1h) e ficaria 5,5 € / m2, feitas as contas ficaria pelos 800 € (nada mau para ter o sótão totalmente isolado, aqui fica o desenho do que ficou acordado, o que está a amarelo é onde ele iria aplicar o poliuretano, na zona central seria na telha para poder depois aproveitar esse espaço (que é grande e tem bom pé direito) e nas laterais seria directo na placa (para evitar de ter trabalho a colocar o esferovite e para poder aceder ao telhado sempre que necessário)

 
 
assim fui forçado retirar então toda a Lã de Rocha (pensei, se tenho que fazer, faço já tudo de uma vez!), mas como se ela se desfazia toda não dava para tirar placa a placa (de Lã de Rocha placas de 1m x0,5m ao invés do tradicional rolo), então tive mesmo que desfazer em pequenos pedaços para colocar em sacos do lixo de 150 Litros e depois ir despejar ao lixo (de referir que devo ter enchido cerca de 8 caixotes do lixo em torno a minha casa, peço aqui desculpa à vizinhança):


Saco a saco...grão a grão como a galinha...


 


Depois foi retirar todo o lixo e aspirar (para acabar com o pó) ficou com uma aspecto limpo:





coloquei as restantes placas de esferovite no sótão arrumadas a um canto:


e comecei a forrar


aos poucos

frestas e uniões rematadas inicialmente com tiras de esferovite e depois com fita papel de pintor (dos poucos materiais que colam ao esferovite e ao cimento)

a diferença de temperatura nessa noite notou-se bem e no dia seguinte notava-se que a casa estava a "respirar" melhor, pelo menos já não se sentia aquele frio de cortar dentro de casa, algo que sempre considerei inaceitável a meu ver uma pessoa dentro de casa deve poder andar de calções e t-shirt mesmo que na rua estejam 2 graus (desculpem mas este é o meu conceito e se todas as casas estivessem bem isoladas isto seria possível, ter a casa sempre a 23º)

Então assim fiquei por uma semana porque o João só podia vir aplicar o poliuretano no dia 30 o que a mim até me dava jeito pois ia ser operado ao rim esquerdo e estaria fora pelo menos entre 21 e 28, regressei do hospital uns dias mais cedo que o previsto (dia 26, pelos vistos até o meu corpo recicla bem), ontem dia 30 o João veio cá e em cerca de 01h30 fez a aplicação, o resultado posso-vos dizer foi de facto surpreendente (de facto já me tinham dito que este material é o melhor isolante que existe mas não pensei que fosse tão bom), liguei a lareira pelas 19h para aquecer um pouco a casa, logo notei que não só a temperatura subiu muito mais rápido como o sótão acumulou temperatura (sei isto porque tenho um sensor de temperatura no sótão também), hoje de manhã a temperatura tinha apenas baixado 1º o que foi deveras impressionante e não se sentia humidade dentro de casa, agora só falta fechar os acessos laterais ao telhado com uma porta de madeira de cada lado para criar a estanquicidade que pretendo porque quero usar o sótão como mais uma divisão da casa.

aqui ficam algumas fotos do trabalho já concluído:





estas são as tais laterais onde terei que colocar portas porque entra algum vento por aqui, aliás é o único sitio por onde agora o vento consegue entrar:




por agora desenrasquei com umas placas de esferovite a simular uma porta:


 

mas depois para além de ter que chamar o meu sogro para rematar a parede, terei também que chamar um carpinteiro para me fazer as portas e para evitar que o vento seja de Norte ou de Sul  (que é a orientação da minha casa) entre por alguma fresta que as portas possam ter, ainda irei forrar as ripas na zona das portas para impedir que ventos fortes possam passar, pois de apesar de a Sul ter os painéis fotovoltaicos que só por si já impedem que o vento passe pelas telhas a Norte (que é o pior e de onde costuma estar mais vento) não tenho protecção nenhuma, assim irei forrar esta zona toda:




aqui ficam alguns vídeos feitos antes e depois da aplicação do poliuretano:

ANTES (só com esferovite)





DEPOIS





aqui ficam alguns vídeos de profissionais a trabalhar:



E um video que mostra não só a máquina como todo o material necessário para trabalhar com este produto:





por agora é tudo


















quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Painéis Solares (Fotovoltaicos) - Conclusão

Pois é finalmente no passado dia 26 de Janeiro apareceu o funcionário da EDP para fazer a ligação, para meu azar que tinha tudo agendado para dia 27,mas o Sr. disse que como estava por perto decidiu tentar vir logo fazer a ligação e fez, apesar de eu ter chegado nesse dia do hospital (British Hospital) onde tinha sido sujeito no passado dia 21 a uma intervenção cirúrgica (substituição da artéria renal esquerda onde tinha 3 problemas: atrofia da artéria e dois aneurismas), resultado 50 pontos desde o peito esquerdo até ao final do abdomén + 15 pontos na virilha esquerda de onde foi removida a artéria nova, foi um trabalhinho de corte e costura e muito ecológico, vejam a figura:
Deixo aqui o meu agradecimento mais profundo a todo os elementos desse hospital (Unidade de Cuidados Intensivos, pessoal auxiliar, enfermeiros) com quem tive contacto, foram todos 6 estrelas (6 porque superaram as minhas expectativas), ajudaram em muito a aliviar as dores que sentia, um abraço especial de agradecimento para o Professor Doutor Luís Mendes Pedro (Instituto Cardiovascular de Lisboa), pelo profissionalismo e clareza de informação com que conduziu tudo.

Voltando à história deste dia eu tinha chegado a casa pelas 15h e como estava extremamente cansado fui-me deitar (pois não esperava ninguém nesse dia), mas por volta das 16h acordei com a minha esposa a tentar resolver a questão com o funcionário da EDP, mas coitada quando o homem lhe perguntou onde estava o inversor ela teve mesmo que autorizar o Sr. a entrar no quarto onde eu com febre expliquei e orientei o melhor possivel, disse-me o funcionário da EDP que o módulo GSM de telecontagem estava avariado, no entanto ele teve a amabilidade de instalar um novo que tinha na sua carrinha e ficou com o nº do instalador para depois "acertarem contas", o instalador que como eu não estava a contar com esta intervenção senão no dia seguinte pelas 9h, informou-me de imediato que passaria no dia seguinte para resolver o que fosse necessário (o que é compreensível).

assim pelas 16h30 deu-se o arranque da produção que apesar de já ter pouco sol aquela hora ainda permitiu que o inversor disparasse e começasse a debitar Watts.

Por fim hoje pelas 16h consegui obter dados mais concretos por visualização no painel do inversor e o resultado até essa hora foi:

Potência de pico atingida - 2721 Watts (potência máxima de produção registada desde que está ligado)
Potência produzida e injectada na rede: 34,4 kilowatts
Tempo de funcionamento: 22h08
Rendimento do dia de hoje: 17035 Watts hora
Poupança de CO2: 19 Kgs

considero-me muito satisfeito com o equipamento que adquiri e aos interessados aqui deixo o contacto : Alexandre - 919836956 (São Mamede da Ventosa), boa gente é sério no trabalho que faz foi de encontro a todos meus requisitos.

Em breve iniciarei um post onde farei referência diária dos valores(logo que consiga fazer o cabo RS232 para sacar os dados do inversor, isto porque adquirir um módulo para leitura de dados sem fios pode revelar-se uma tarefa um pouco dispendiosa.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Tentativas na rua parte 3

Os Srs. dos supermercados Aldi tem um produto bem interessante face ao projecto que eu já tinha aqui apresentado, aquando da elaboração de um foco de rua, ora cá está ele a um preço interessante aproveitem, a lâmpada é de 4000K mas podem sempre trocar por uma mais branca, no entanto a recomendação é que não excedam os 23 W:


Só a titulo de curiosidade, eu comprei um, é robusto e eficiente

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Torres Vedras é bom viver aqui

Torres Vedras inaugura abrigo de passageiros auto-suficiente no Pisão.

Torres Vedras aderiu à Semana Europeia da Mobilidade com um conjunto de iniciativas que culminaram na inauguração de um abrigo, em Santa Cruz, com o recurso a meios auto-suficientes. Trata-se de uma paragem de autocarros iluminada com leds alimentados graças à luz solar captada por painéis foltovoltaicos e acumulada por pequenas baterias. É o primeiro em Portugal e totalmente concebido e construído no concelho de Torres Vedras.

A inauguração teve lugar esta terça-feira, dia 22. O abrigo sustentável foi concebido pela arquitecta torriense Carla Duarte e construído pela empresa My Eco House, com sede em São Pedro da Cadeira. Carlos Bernardes, vice-presidente da Câmara Municipal, explicou que o abrigo de passageiros é mais um passo para tornar Torres Vedras “num concelho inovador e competitivo”. O antigo abrigo da praia do Pisão vai agora ser demolido e os materiais (tijolo e cimento) serão reciclados. Carlos Bernardes também referiu que vão ser avaliados os impactos do novo abrigo, que pretendem ter um nível de zero emissões.

O abrigo, conforme explicou Carla Duarte, é um protótipo e como tal está sujeito a melhorias futuras na sua concepção. Está previsto poder ser instalado em qualquer local, por módulos. A propósito, Carlos Bernardes revelou a intenção da autarquia de se candidatar a apoios no sentido de poder instalar mais abrigos destes em todo o concelho e também a possibilidade do conceito poder ser aplicado no resto do país. É por isso que o protótipo tem o nome de “Santa Cruz”, como forma de promover o concelho.

Por parte da empresa My Eco House, António José Batista mostrou-se satisfeito com o resultado do desafio que lhe foi colocado. O engenheiro António Póvoa, que concebeu o sistema de captação de energia solar, frisou a dificuldade em montar um sistema numa área útil pequena como é a do abrigo, mas garantiu que foi alcançado o objectivo e garantiu que a energia eléctrica acumulada irá durar a noite toda, desligada e ligada através de uma cécula crepuscular.

Presentes na inauguração estiveram também o presidente da Junta da Freguesia da Silveira, Mário Miranda, e o administrador da Barraqueiro Oeste, António Quintela, empresa que irá beneficiar do sistema pela melhoria das condições dos seus passageiros.

Integrado na Semana da Mobilidade, a Câmara promoveu o terceiro concurso “Pensar a minha Rua”, no qual os munícipes foram convidados a apresentar propostas de melhoria, principalmente no âmbito da mobilidade, para a rua onde residem ou trabalham. A proposta vencedora ganha como prémio a implementação das melhorias propostas, durante o ano de 2010.

A vencedora do concurso do ano passado foi Deolinda Valentim, com a proposta de pedonalização da rua Dr. Aleixo Ferreira, em Torres Vedras. O vencedor deste ano é Gonçalo Elias, morador na rua Elias Manuel Esteves, no Amial. A proposta consiste na imposição da obrigatoriedade de circulação em sentido único e criação de uma zona de estacionamento restrita às cargas e descargas.

O fecho ao trânsito em algumas artérias da cidade durante o dia 22 (Dia Europeu Sem Carros) foi outra das iniciativas levadas a efeito pela autarquia. Assim como uma acção relacionada com a eco-condução, uma forma de condução eficiente que permite reduzir o consumo de combustível e a emissão de gases com efeito de estufa e outros poluentes, contribuindo também para uma maior segurança rodoviária e um maior conforto dos ocupantes.

PENA FOI A TEMPESTADE QUE ARRASOU ESTA ZONA E CONSEQUENTEMENTE ESTE ABRIGO DE PASSAGEIROS, ESPERO QUE A CÂMARA NÃO PERCA O ÂNIMO NESTE CAMPO